sábado, dezembro 30, 2006

Porta

Évora 2006

E se a vida fosse uma grande porta... E se eu eu ficasse diante dela sem saber se deixar entrar, se sair... e, se assim, ficasse indeciso com a mão no puxador, sem saber que fazer perante a vida, a morte, este acontecimento, aquela amizade... Saio sem bater? Abro a quem bate? Saio de qualquer maneira ou deixo a porta aberta? Já era tarde quando descobri que deixar entrar era sair de mim...

Pe. Vasco Pinto de Magalhães- Não há soluções, há caminhos

domingo, dezembro 17, 2006

Às Vezes, em Dias de Luz Perfeita e Exacta

Évora 2006

Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta
Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,
Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Porque sequer atribuo eu
Beleza às coisas.
Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe
Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.
Então porque digo eu das coisas: são belas?
Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as coisas,
Perante as coisas que simplesmente existem.
Que difícil ser próprio e não ser senão o visível!
Alberto Caeiro

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Pyny

27/03/2006

terça-feira, dezembro 05, 2006

From The Ritz To The Rubble

Novembro de 2006

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Maria Rita

24-03-2006